sexta-feira, 21 de junho de 2013


Abre/ 22/06/2013 / FS

Fala sério: ouvi atentamente o discurso da "presidenta" Dilma e acho que ela fez o possível para demonstrar disposição ao diálogo dentro das circunstâncias. Infelizmente, as pessoas de bem deste país ainda estão perplexas com o recrudescimento da violência provocada por uma minoria de vândalos,verdadeiros bandidos, que praticamente destruíram quase tudo ao logo da Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. As lamentáveis cenas exibidas pela televisão, correram o mundo, mostrando tudo aquilo que não se deve fazer em hipótese alguma. Impactada com a inabilidade da classe política que há muito tempo só faz política pensando em receber votos, Dilma Roussef se deparou com a necessidade absoluta de mudanças imediatas, sem o que periga a sua própria reeleição. Aí veio dizendo que vai receber as lideranças para ouvir "as suas importantes colaborações"; explicando que no caso da copa do mundo, as construções das arenas foram com o dinheiro de parcerias privadas pois, reitera a presidenta Dilma que ela jamais permitiria que o dinheiro público financiasse tais construções. Mas, fica a pergunta, presidenta: Se o governo usou o seu prestígio para conseguir 28 milhões, como afirmam, para a construção de arenas; porque não usou igualmente esse prestígio para nos dar escolas e hospitais condignos para a população? Envidar esforços desse montante para uma grande competição esportiva, não mascara a situação vexatória das pessoas carentes quando precisam de atendimento de urgência nos hospitais; não elimina a necessidade de segurança e da prisão urgente desses vândalos que andam desvirtuando o legítimo movimento de um povo desesperançado com tanta corrupção e com tantos maus políticos. Que bom que a senhora agora está entendendo o recado das ruas. Não duvido e até reconheço que aconteceram avanços importantes nas últimas duas décadas para o progresso da nação. Todavia, presidenta, o povo precisa ser ouvido e esse povo sofrido deseja, sim, que a seleção do Brasil ganhe a copa do mundo. Mas, perdão, tem coisas muito mais importantes para desejar. Decepciona-me saber de que foi preciso a manifestação de desesperança das pessoas nas ruas para que, só então, os políticos dessa nação, uma vez acuados, sintam que se faz necessária "ouvir as vozes das ruas". Que nunca mais gastem 28 bilhões sem fazerem um plebiscito junto a nação para saber se podem ou não gastar tanto dinheiro. A senhora, presidenta, egressa do povo sabe, por experiência própria, de que o povo não é bobo. Sei da sua boa intenção; apenas duvido de alguns maus políticos que muito provavelmente possam estar filtrando informações que só agora chegam aos seus ouvidos, através das vozes das ruas. O fato da senhora agora dizer que vai importar médicos estrangeiros nos mostra claramente a deficiência educacional do Brasil, que não subsidia a educação para os mais pobres e, por isso mesmo, anos a fio, andamos perdendo a nossa juventude que , por falta de opção, transformou-se nos marginais que ora dilapidam o patrimônio público e, muitas das vezes, tornam-se ladrões e assassinos. O Brasil não pode mais ser um país onde poucos privilegiados vivem como se fosse no primeiro mundo, enquanto a maioria rala pra apenas sobreviver com baixos salários e uma inflação crescente até o final do mês.

Sinceramente, presidenta Dilma, torço para que a senhora não tão somente consiga ouvir bem as ruas, bem como consiga botar em prática uma política sem corrupção e que beneficie todos os brasileiros e não , tão somente, uma meia dúzia de privilegiados.

terça-feira, 23 de abril de 2013

NOVO LIVRO A CAMINHO!

Terminei de escrever o livro que será lançado na próxima Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.
Baseado no quadro "Uma Palavra Amiga", ele trará a seleção dos melhores casos apresentados pelos ouvintes e as opiniões dadas a respeito de cada um deles.
Como sempre digo, opinião não é conselho, até porque opinião pode, ou não, ser aceita pelo ouvinte.
De qualquer forma, em caso de não aceita, ele já sabe qual o caminho que não deve tomar.
No entanto, a julgar pelos milhares de e-mails recebidos nos últimos dez anos, o quadro "Uma Palavra Amiga" tem sido
de grande valia para os  ouvintes.
Exatamente por causa disso que me animei a escrever esse livro, na esperança de ajudar as pessoas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Vai ganhar isso tudo?!!!"...

Alguém ligada à TV ficou surpresa ao saber de que determinado radialista iria ganhar um salário muito muito acima da média e deixou seu pensamento sair : "Curioso isso, afinal, rádio é só voz bonita...não tem imagem"! Não sabia ela , porque jamais ouvinte de rádio, que de quatro anos pra cá, ainda que longe da forma ideal, as grandes rádios vêm tendo imagem nos computadores, como é o caso da Tupi 
que possui 4 câmeras HD. Mas, ela não sabia. E seu raciocínio de recém saída da faculdade imaginou que a televisão é quem paga mais e o rádio, coitado, é quem oaga menos. E de repente "na lata" descobriu a ponta de um iceberg de uns 10% de profissionais que ganham muito acima da média. Ora, isso existe em todas as profissões, o que não quer dizer que, na média, o rádio pague mais do que a TV e esta tenha, sim, os maiores salários. De fato, o que está ocorrendo é que o rádio se adapta aos novos tempos quando a emissora é grande. Ser grande significa fazer o rádio falado, de interesse da comunidade, de entretenimento e jornalístico ao mesmo tempo, falando a linguagem do povo. Essas grandes rádios do tipo Tupi, Globo, Itatiaia, RBS, entre outras, se beneficiaram com o talento dos melhores profissionais e, por isso, estão aí. As demais, bonitas mas demasiado musicais, colheram e ainda colhem apenas as suas identidades musicais, o que é bom, mas é pouco para torná-las grandes emissoras. Por elas (a maioria das emissoras!), com certeza, passaram grandes profissionais que, infelizmente, mercê do salário pequeno e da ausência de estabilidade, acabaram saindo da profissão. Uma pena! Com certeza, existem emissoras menores que fazem um trabalho admirável mas que sossobram à curta receita comercial. Todavia, na grande rádio de hoje, não há lugar mais para o amadorismo. Alguns hão de dizer 'não gosto de fulano...de beltrano...de você!". Paciência. O público é assim mesmo e tem todo o direito de opinar. Mas isso não muda o fato de que no rádio de hoje, preferencialmente, ainda cabe a voz bonita, mas não elimina aqueles que, ainda com menos voz, deixam sobressair a inteligência. Vale dizer: o rádio de hoje nas grandes rádios, prioriza o saber. Caso você tenha uma voz bonita, melhor. Mas lembre-se que esta voz, bonita ou mais ou menos, terá de vir acompanhada de inteligência e cultura em favor do ouvinte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hoje é o dia dos radialistas!


 Como todo "dia de...", o objetivo é o de homenagear a classe que luta pelo desenvolvimento dessa profissão que um dia eu vi nascer, uma vez que nela estou desde os tempos em que não havia registro no Ministério do Trabalho.
Naquela época se dizia " Viu? Quem mandou você não estudar?"...e, ainda hoje, infelizmente, alguns ingênuos e desinformados, dizem a mesma coisa.
Enganam-se!
É preciso muito estudo para ser radialista "pra valer" e permanecer na profissão. Verdade que pode ser apenas o estudo profissionalizante mas também é fato de que não se deve dispensar o estudo de nível superior. Tempos atrás, bastava ter voz bonita, ter algum carisma e saber anunciar músicas em inglês. Nos dias de hoje, tudo isso se faz necessário, mas se o radialista quer ser comunicador de uma rádio de ponta, só isso, não basta! Tem de ter informação, não parar no tempo na base do " eu fui isso...fui aquilo", estudar muito, e perceber que a cada dia se aprende mais! "Fui "primeiro lugar" não quer dizer "sou primeiro lugar" e nem o fato de sê-lo hoje, significa que o será para sempre...Foi-se o tempo em que o radialista vivia da sua vaidade e falava consigo mesmo " ..como me admiram! Como eu sou querido!". Hoje, isso é pura perda de tempo! Com certeza, ele será querido por alguns, mas terá de perceber que assim é com todo mundo, em qualquer lugar. Para conquistar a audiência, todavia, tem de saber que não será essa "bem querência" que o fará líder. Não. A liderança vem através da qualidade da informação e também do entretenimento.
Vem através da humildade de saber que disputamos um campeonato que não tem taça e nem volta olímpica e que tal campeonato é aferido mês a mês pela pesquisa de audiência!
A liderança só pode ser mantida se entendermos que sempre haverá uma concorrência de valor e  que podemos perdê-la a qualquer momento; e por isso, sempre teremos de ter "um olho no retrovisor". O ouvinte está cada vez mais exigente e quem disser que o rádio não precisa de estudo, vai parar no tempo e muito provávelmente, perder o emprego.
Viva o dia do radialista! Vivam todos os ouvintes do rádio, razão de ser da existência de todos os radialistas!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Visita ao Chile nas férias...

Foi muito boa a minha estada no país irmão e, sobretudo, fiquei impressionado com a gentileza dos chilenos para com os turistas. Santiago do Chile é uma linda cidade, muito limpa, extremamente segura e, penso que, como não tem praia, os chilenos se dedicam a ornamentar a sua capital. Assim é que as praças e monumentos são "muy lindos".
Por outro lado, o metrô de Santiago, além de ter lindas estações, cada uma decorada com um tema específico, nos reservava uma surpresa. Todo subterrâneo e com muitas linhas ( mais do que o Rio de Janeiro!), seus trens rodam sobre rodas de Pneus com borracha maciça e são presos aos trilhos por rodas horizontais de ferro que não deixam as composições descarrilarem. Um show de conforto, pontualidade e velocidade!
Além de um povo muito educado, pra não dizer que tudo é de entusiasmar, a nota dissonante fica pelo fato de que tudo fecha às dez horas da noite. Ou seja, barzinho só até esse hora!
Outra nota que desafina: Embora o dinheiro deles quase não tenha valor diante do nosso, a vida no Chile é muito mais cara do que no Brasil, ou seja, um almoço executivo bem simples que por aqui fica nuns 20 reais, lá, no barato, não sai por menos do que 7.000 pesos, sem o refrigerante (quase 40 reais!). Nas lojas, lá chamadas de "tiendas", além de serem raros os "souvenirs", uma camiseta dificilmente sai por menos de 19 mil pesos! 
O povo é muito ordeiro e elegante; mas o estudantes "desceram o barraco" num dia desses por causa das condições de estudo e o "pau quebrou" com polícia mandando pipas de água em cima da estudantada e também bombas de gás lacrimogêneo. Sobrou um pouco desse gás quando descemos na estação do metrô e saímos a boca sêca e os olhos marejando. Teve também um terremoto de 5 ponto qualquer coisa que balançou Santiago ( mas não teve vítimas) e só não bos assustou porque estávamos no "Valle Nevado", muito distante de lá.
Foi uma comoção entre os chilenos a derrota da seleção deles por 3 a 1, diante do Equador.
No geral, a comida deles é meio decepcionante e sem tempero.
Fomos também a Valparaiso e a Viña del Mar que é a praia mais badalade deles. Bonita, mas qualquer praia do Rio é muito melhor, principalmente pelos barzinhos e restaurantes que lá, quase inexistem na orla. Mas, descalços, botamos os pés no pacífico. O ponto alto da viagem foi a ida ao cume do "Valle Nevado" que fica a 3 mil metros de altura na Cordilheira dos Andes e tem a mais badalada estação de Sky das Américas. A vista é deslumbrante e a subida é muito perigosa devido às curvas da estrada que são muito estreitas. Mas, valeu a pena! "Viva Chile" e seu povo bonito, ordeiro e muito atencioso com os turistas brasileiros!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

No Rio, a modernidade do rádio!


  1. Com certeza, não houve diminuição de audiência do rádio no Rio e, sim, a multiplicação de emissoras (por todo o país, também!) e a cosequente divisão da audiência. Um exemplo disso se dá no Rio de Janeiro: Nos anos 70, tínhamos as seguintes emissoras de expressão: tupi, Globo, Eldorado, Mundial, Tamoio, Nacional, Continental e uma única fm: a tupi que era básicamente música de elevador, já que o p...
    ublico não dispunha de receptores FM. Hoje, por baixo e sem contar com as rádios "piratas", temos mais trinta emissoras! É claro que houve uma pulverização da audiência, notadamente entre as rádios menores, mas não com relação à dupla TUPI, GLOBO. Essas duas emissoras juntas, detém mais de 80% de audiência do AM e em FMs, TUPI E FM O DIA, somadas, obtém quase 50% do mercado. No interior e demai capitais, observa-se a mesma multiplicação de prefixos e pode, no entanto, m determinados lugares, apontar para a queda de audiência. Muito mais pela falta de criatividade do que pela queda de audiência do rádio como um todo. Uma coisa é certa: o rádio AM, este tende a ter cada vez menos audiência. Mas não estou falando do tipo de programação e, sim, da frequência. Esta pede audiência por causa da melhor qualidade de som dos FMs e diante de modernidade dos computadores,I pods, I pads e celulares. Recentemente comentou-se aqui que "a web seria uma realidade distante". Não é! Emissoras como a Tupi ( Que dentro de um ano em novo endereço terá o mais completo estúdio multimidia do Brasil que já está sendo construido em novo prédio!), a Globo, a Band News e Cbn já saíram na frente com as imagens radiofônicas em HD ( Hi definition). O presente do rádio é e será cada vez mais multimídia. A tal ponto que no máximo em dez anos, aponsentar-se-á o receptor (aparelho de rádio) da forma que o conhecemos em troca de um aparelho multimídia cada vez menor e com multíplas funções. Vão ficar cada vez mais obsoletas as dispendiosas torres de transmissão porque, com o fácil acesso proporcionado por PCs e satélites, não haverá necessidade mais delas. Por isso mesmo que a pioneira rádio Tupi foi a primeira a acrescer o FM ( Hoje, com mais audiência do que a sua AM e mais audiência do que a Globo AM). Vale dizer que os donos de emissoras AM têm de torcer pelo aparecimento do rádio digital ou mesmo pela idéia de alguns que seja possível (Não sei!)de uma forma subsidiada, a transformação das AMs em FMs. Quanto a Tupi do Rio, posso afirmar que da última vez que nela entrei (faz 16 anos!), nas transimissões esportivas, por exemplo, ela perdia de muito para a rádio Globo. Hoje, e já há três anos, quem perde de muito é a rádio Globo. Na programação tal história se repete! Repito: nunca a Tupi teve tantos programas líderes e com tanta audiência. Claro que essa audiência , ainda que lider, oscila para mais ou para menos. Mas o rádio do Rio está cada vêz mais ouvido. Na Tupi, mensalmente temos reunião de IBOPE com a direção e por isso mesmo, estamos sempre atualizados com relação ao que acontece com os números do rádio do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ninguém perde craques como o Alan, Diego Souza, Fagner e o Romulo impunemente. E foi isso que essa diretoria do senhor Roberto Dinamite fez: Em troca de dinheiro, desmontou um time que tinha todas as chances de ser campeão brasileiro no meio do campeonato. O resultado disso estamos vendo! Enxertaram o time com o Auremir e o Barbio que vivem "batendo cabeça" nas laterais e quando o Juninho não joga
( sempre ele!), vira um "Deus nos acuda"! Três derrtotas consecutivas, sendo a última, para o Grêmio, a mais patética, afinal, durante todo o primeiro tempo, o Vasco não deu um chute ao gol! Depois, alguns torcedores, irritados, botam a culpa no técnico Cristóvão Borges ou no centro-avante Alecssandro. Ora, a culpa é da diretoria. Cristóvão não pode fazer milagre e o Alecssandro não pode fazer gol se a bola não chega nele. Esteve deprimente o meio de campo do Vasco, sem nenhuma qualidade. O Felipe, que seguramente é um craque, não jogou absolutamente nada. Fazer o quê? Tenho pena do Fernando Prass e do Dedé e, por que não dizer, da defesa inteira que só fica rebatendo bola porque o meio de campo não dá conta do recado! Muito pouco pra quem, apesar dos pesares, ainda está em quarto lugar e sonha com um título cada vez mais distante...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Em favor do aparecimento de novos e talentosos comunicadores, uma emissora musical deveria tocar, no máximo, cinco músicas por hora e dar nome a cada programa. Explico: Todos somos a favor das boas músicas , mas quando uma emissora toca de 10 a doze músicas por hora, ela valoriza a sua programação, talvez, mas não dá oportunidade para o locutor se transformar em comunicador, ou seja, uma atração. E aí, o que acontece é o que cansei de ver ao longo da minha carreira: vozes lindas, grandes locutores (potencialmente "comunicadores") e que se perderam ao longo do caminho porque suas emissoras priorizaram tão somente a música, esquecendo-se ( talvez, propositadamente!) que o rádio deveria ser do radialista...

terça-feira, 26 de junho de 2012

No próximo dia 10 de julho estarei autografando o livro "50 anos de comunicação" no Bar Cariocando, ás 18.30h, no Catete, na rua Silveira Martins, 39 ( a 50 metros do metrô) e os primeiros quinze ouvintes que chegarem, irão ganhar os seus livros, numa promoção dos patrocinadores da casa.

Já no próximo dia 19 de julho estarei na tarde de autógrafos na Livraria Saraiva do Norte Shopping a partir das 15 horas.

Para aqueles que não puderem ir, recomendo os seguintes sites: livrariasaraiva.com.br; livrariagalileu.com.br e livrariadatravessa.com.br.

quarta-feira, 6 de junho de 2012



"50 anos de comunicação e programa Jorge Perlingeiro na CNT

Estou convidando os seguidores do meu blog, para o lançamento do meu livro " 50 anos de comunicação - história,"causos" & poesias" na próxima quinta-feira, dia 14 de junho, às 19 horas na Livraria Saraiva  no térreo do shopping Tijuca.
Neste domingo, 10/06, estarei no programa da rede CNT "Samba de primeira com o Jorge Perlingeiro", das 20.30h até 21.30h divulgando o lançamento. E no domingo, 17, também.
No domingo 17/6 estarei da Rede Boa Vontade de TV, sendo entrevistado pela Simone Barreto.
E ainda estarei gravando um programa na NGT com a querida amiga e comunicadora, Celeste Maria. Brevemente direi quando irá ao ar.

sábado, 26 de maio de 2012

Dia 14/6 às 19 horas na Livraria Saraiva do Shopping Tijuca, lançamento do meu livro "50 anos de comunicação - História , "causos" & poesias.

O livro da Novo Ser Editora, conta a minha trajetória nesses quase 50 anos de  teatro, tv e rádio (completo no dia 2 de junho próximo!) e nele aproveito para contar fragmentos das histórias de outros grandes profissionais, com fotos de época e "causos", alguns hilários e outros tristes.
Todos estão convidados para o lançamento no próximo dia 16 de junho, mas já podem comprá-lo "on line" no site "livrariasaraiva.com.br", clicando em "Livros" e digitando " 50 anos de comunicação".

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Foi bom eu ter começado a minha carreira a quase cinquenta anos em Juiz de Fora (mg). Caso tenha algum valor como radialista para você, isso comprova que existe vida inteligente fora das grandes rádios que, graças a Deus, se apropriam posteriomente desses talentos. Alguns que também começaram no interior: De Petrópolis: Paulo Giovanni, Paulo Barbosa, Luiz de França, Alfredo Raymundo Filho, Pedro Costa, Gilson Ricardo De Juiz de Fora, eu (se merecer essa qualificação entre os grandes), Paulo Lopes, Raymundo de Oliveira Luiz Penido;de Ponte Nova em Minas: Cirilo Reis; do Paraná: Haroldo de Andrade; do Rio Grande do Sul: Clóvis Monteiro, Marcus di Giacomo, entre outros. Isso não quer dizer que não existam grandes radialistas que começaram nas grandes rádios... Claro que sim! Todavia, grande parte dos considerados grandes profissionais vieram do interior ou das outras capitais. Isso sem falar em grandes como o saudoso Fernando Sasso, um dos maiores narradores esportivos que conheci e que brilhou nos anos 70 na Itatiaia, a grande rádio mineira. Então, meus amigos, é uma honra participar de uma grande rádio...mas, por favor, existe vida MUITO INTELIGENTE TAMBÉM FORA DOS GRANDES CENTROS. Assim sendo, se você pertence a uma dessas pequenas ou médias rádios do Rio ou do interior, acredite, mesmo que o seu salário não seja lá essas coisas...Um dia, quem sabe, você poderá estar entre os grandes das grandes cidades mas, com certeza, você já pode ser grande, hoje, em sua rádio ou em sua cidade. Não acredita nessa coisa de "o melhor" porque "o melhor" sempre será apenas para os seus próprios fãs. No entanto, acredite com todas as suas forças nos melhores, afinal, quem sabe você já não seja um deles?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tá chegando o livro!

Desde garoto quando escrevi algumas peças de teatro, que até foram premiadas, tive a vontade de escrever um livro. Por falta de informação e a necessidade de ganhar a vida, já que não nasci de família rica, fui à luta e essa vontade foi ficando meio que escondida de mim mesmo. Amo o rádio e nele sempre estive. E esse amor é tanto que, quando me dei conta, estou às vésperas de fazer 50 anos de uma profissão que não me cansa!Exatamente no dia 2 de junho vindouro. Como comemorar? Escrevendo um livro e realizando o sonho da minha juventude! Assim nasceu "50 anos de comunicação". Foi um mês e meio para escrevê-lo e mais uns quatro meses de revisão que contou com o trabalho sempre importante da minha mulher, a jornalista Samira Valente e a ajuda imprescindível da Eliane e do Claudio, ambos da editora NovoSer. Ontem fiquei sabendo que o livro acaba de receber o seu respectivo registro e que, muito provavelmente, até o fim da semana que vem, estarei divulgando a data, hora e local do seu lançamento. Nele vocês vão encontrar a minha história, tal como se deu, sem retoques; mas também encontrarão "causos" de inúmeras personalidades com as quais convivi, entre radialistas, políticos e artistas. O livro trará também inúmeras fotos desde os anos 60 até os dias de hoje. Não negando o orgulho da minha trajetória mas sob vaidade controlada, inerente a qualquer ser humano, pretendo com esse livro, sobretudo, dar aos meus ouvintes e colegas radialistas, a informação dos erros e acertos de uma carreira. E, se Deus permitir, mais do que isso: estimular os estudantes de comunicação com a certeza de que, com humildade, talento, estudo e determinação, todos os nossos sonhos são possíveis de realização! Viva a comunicação! Viva o rádio e os radialistas, jornalistas e produtores que nele trabalham.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tupi: a mais ouvida e mais querida!

Acaba de sair a pesquisa do Ibope e à exemplo da última, confirmando a liderança da Tupi que já dura há mais de dois anos. E reitera o primeiro lugar do Francisco Barbosa de 11 ao meio-dia, ou seja, das 24 h, a Tupi ganha 19 . No meu horário, a diferença a meu favor aumentou.


domingo, 6 de maio de 2012

O rádio está mais vivo do que nunca!

Com todo o respeito a quem assim pensa, não acho que o rádio de hoje esteja pior do que o de ontem. Pelo contrário, em todas as épocas, tivemos bons e  maus profissionais. Claro que o rádio de ontem , no qual comecei há quase 50 anos ( completo dia 2 de junho!), era diferente: o rádio das grandes vozes e das vozes "com terno e gravata" como dizia o saudoso Heron Domingues, logo ele que foi um dos primeiros a desatar o nó dessa gravata, multiplicado de empostações e "erres".
Mas, antigamente tínhamos as rádio-novelas, os efeitos da contrarregra e noticiários exemplares como "O Seu Repórter Esso" na voz do mesmo Eron e, depois , do Roberto Figueiredo. O rádio primava pelo auditório, onde possuía orquestras ou então, o "regional" que outra coisa não era senão um pequeno conjunto musical . Fazia seus cantores e seus ídolos como César Ladeira, Ary Barroso, Nena Martinez, entre outros.
Por não haver televisão, o receptor de rádio ficava na sala bem ao centro e era objeto da escuta de toda a família.
Pois bem, com o advento da TV ( Leia-se TV Tupi), tudo isso mudou. O rádio deixou de ser o centro das atenções mas adaptou-se , como se adapta diáriamente, aos novos tempos. Hoje, as principais AMs ( como Tupi e Globo) já são FMs também, pegam nos ipods, nos ipads, nos laptops  e têm imagem para quem quiser acessar o video.
A tupi, por exemplo, acompanha isso de perto e através da estatística de seu computador central, tem tido por mês, mais de um milhão de acessos por computador. Bem mais, aliás!
Hoje, aquele que na Tupi trabalhou, digamos, há quinze anos atrás, se visitar seus estúdios, vai ficar estupefato de tanto conforto e modernidade. Na Globo e em outras grandes emissoras do país, deve ser a mesma coisa, acredito. Hoje, ainda que tenhamos convivendo profissionais fortes e fracos, quase todos têm um nível de formação melhor do que a maioria do passado, à exceção dos grandes nomes. Isso sem levar em consideração que os fracos de hoje,pois o são por inexperiência,  poderão ser os fortes de amanhã. Nunca o rádio esteve tão vivo e produtivo.

sábado, 5 de maio de 2012

"Um Brasil de audiência"...

 Essa história de " rádio Brasil" é de todo mundo. Todo mundo quer ter "um Brasil de audiência", aliás, o slogan sempre foi muito bom e quem criou, que eu me lembre, foi o Hélio Tys quando eu estava na Globo. Mas esse "Brasil" acaba se limitando entre três ou quatro capitais, sendo que, na atualidade, as mais imoortantes continuam sendo Rio e São Paulo. Por mais que Belo Horizonte seja uma bela capital, lá a Itatiaia domina com mais de 80% de audiência! Quando se fala em "regionalismo", nada tem a ver com "bairrismo" como foi defendido pelo Viegas, aqui. o Rio é a cidade que melhor recebe os brasileiros de todas as partes e, portanto, não existe o tal "bairrismo". Todavia, quando o rádio centraliza as suas notícias na cidade em que é gerado, multiplica o número de empregos e descobre ainda mais valores. Fazendo rede, sempre os grandes salários vão ficar na cabeça da rede, sempre nos grandes centros, e os ouvintes do interior vão ficar cada vez mais desinformados das suas regiões, isso sem falar nos empregos que escasseiam nas pequenas emissoras.Vá ver quantos funcionários a Globo tem no Rio e quantos ela tem em BH? Por isso, defendo que as grandes tenham redes mas que os empresários do interior invistam em rádios locais que possam abrigar os profissionais de lá e possam informar as suas tradições locais, coisa que nenhuma rede, por maior que seja, o fará com perfeição.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tá chegando o livro!!!

Dia 20 de maio: 66 anos! Dia 2 de Junho: 50 anos de trabalho em comunicação e principalmente no rádio. Daí nasceu o livro que está em fase de acabamento e será lançado perto dessa data em local e hora que depois direi. Fala da minha história mas conta também da trajetória de grandes radialistas com os quais tive a oportunidade de conviver. Alguns já se foram e outros, ainda estão presentes, para a nossa alegria. Também os "causos do rádio" que presenciei. Fotos: muitas fotos! Daqui a duas semanas estarei dando o local do lançamento...Espero que esse livro seja uma modesta homenagem a todos os profissionais de comunicação.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os quatro grandes clubes do Rio...

Tá no intervalo do jogo e o Vasco, jogando bem, está vencendo de 2 a zero ao Lanus. Claro que futebol é imprevisível e não da pra saber o que irá ocorrer nos próximos 45 minutos. Mas o fato é que, nos últimos dias, nós, vascaínos e flamenguistas, viemos zoando uns e outros porque a rivalidade é grande e porque cada um perdeu a sua vez no campeonato carioca. No entanto, gozações à parte, gostaria de expor o seguinte raciocínio: fanatismos à parte, a verdade é que os quatro grandes clubes do Rio são importantíssimos entre si. Vejam só: Já há algum tempo, o Flamengo tem tido a hegemonia do futebol carioca. É verdade. Mas, no carioca, acompanhado de perto pelo Fluminense e no brasileirão, acompanhado de perto pelo Vasco da Gama , isso sem falar nas grandes conquistas do Botafogo, um pouquinho atrás. Assim sendo, o Flamengo luta para preservar essa hegemonia e os demais, lutam para mudar esse panorama. Nada mais natural do que o aguçar da rivalidade, traduzida por exemplo nas gozações sobre a segunda divisão e dos vices do Vasco. Mesmo sabendo que o detentor de mais vice-campeonatos no Rio é o Flamengo. Aí, vem aquela gozação: "Mas, até nisso o Vasco é vice!". Tá bom. Só não pode passar disso e, pensando bem, a torcida de qualquer um é apaixonada e daí chamar os flamenguistas de mulambos, etc. O fato é que o Flamengo se sente ameaçado pelos outros três clubes que, por sua vez, acreditam que são capazes de superar o Flamengo em títulos, depois de um certo tempo. Tudo isso faz a magia do futebol. E mostra de uma forma clara como cada time desse é importante para o outro e vice-versa, mesmo que apaixonadamente não se reconheça.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Troca-troca no esporte das emissoras do Rio

Vamos por partes: Hoje, a audiência do esporte da Tupi é primeiro lugar e já há mais de dois anos! Claro que o Penido teve muita importância nisso mas essa audiência aconteceu também pelo apoio irrestrito dado pela direção da casa. O que quero dizer e imagino que aconteça é que num primeiro momento a Tupi contará com sua equipe atual, despontando com dois excelentes narradores: O experiente Jota Santiago e o locutor "revelação", Odilon Junior e tendo o suporte dos comentaristas e repórteres consagrados da rádio: Apolinho, Jorge Nunes,Rubem Leão,  Wagner Menezes, Eugênio Leal e os demais. Vale dizer: A Tupi é a líder e as demais é que irão lutar para retomar essa liderança. Conseguirão? Podem ou não. Isso porque, se é verdade que o querido Luiz Penido é um excepcional locutor esportivo, por outra, o José Carlos Araújo também o é e, nesse troca-troca, ambos vão enfrentar situações diferentes. O Penido irá lutar contra a audiência que ele próprio ajudou a construir e contra a natural resistência dos ouvintes da Globo, acostumados com a voz do José Carlos Araújo. Já este, terá de construir uma audiência e tentar tirar os ouvintes que eram dele e que estão na Globo. Com relação a Bradesco Sports, por mais que seja uma rádio que nasce de um grupo forte, trata-se de uma rádio nova e a experiência diz que não se faz uma grande audiência de rádio da noite para o dia. Claro que a saída do Penido e do José Carlos de suas emissoras representou uma grande perda. Todavia, penso, cabe a emissora líder a serenidade para avaliar as próximas pesquisas e, se necessário, fazer as adequações necessárias no tempo apropriado. Vale dizer: sem açodamento!
Acesse o site da Rádio Tupi AM e FM