sexta-feira, 21 de junho de 2013


Abre/ 22/06/2013 / FS

Fala sério: ouvi atentamente o discurso da "presidenta" Dilma e acho que ela fez o possível para demonstrar disposição ao diálogo dentro das circunstâncias. Infelizmente, as pessoas de bem deste país ainda estão perplexas com o recrudescimento da violência provocada por uma minoria de vândalos,verdadeiros bandidos, que praticamente destruíram quase tudo ao logo da Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. As lamentáveis cenas exibidas pela televisão, correram o mundo, mostrando tudo aquilo que não se deve fazer em hipótese alguma. Impactada com a inabilidade da classe política que há muito tempo só faz política pensando em receber votos, Dilma Roussef se deparou com a necessidade absoluta de mudanças imediatas, sem o que periga a sua própria reeleição. Aí veio dizendo que vai receber as lideranças para ouvir "as suas importantes colaborações"; explicando que no caso da copa do mundo, as construções das arenas foram com o dinheiro de parcerias privadas pois, reitera a presidenta Dilma que ela jamais permitiria que o dinheiro público financiasse tais construções. Mas, fica a pergunta, presidenta: Se o governo usou o seu prestígio para conseguir 28 milhões, como afirmam, para a construção de arenas; porque não usou igualmente esse prestígio para nos dar escolas e hospitais condignos para a população? Envidar esforços desse montante para uma grande competição esportiva, não mascara a situação vexatória das pessoas carentes quando precisam de atendimento de urgência nos hospitais; não elimina a necessidade de segurança e da prisão urgente desses vândalos que andam desvirtuando o legítimo movimento de um povo desesperançado com tanta corrupção e com tantos maus políticos. Que bom que a senhora agora está entendendo o recado das ruas. Não duvido e até reconheço que aconteceram avanços importantes nas últimas duas décadas para o progresso da nação. Todavia, presidenta, o povo precisa ser ouvido e esse povo sofrido deseja, sim, que a seleção do Brasil ganhe a copa do mundo. Mas, perdão, tem coisas muito mais importantes para desejar. Decepciona-me saber de que foi preciso a manifestação de desesperança das pessoas nas ruas para que, só então, os políticos dessa nação, uma vez acuados, sintam que se faz necessária "ouvir as vozes das ruas". Que nunca mais gastem 28 bilhões sem fazerem um plebiscito junto a nação para saber se podem ou não gastar tanto dinheiro. A senhora, presidenta, egressa do povo sabe, por experiência própria, de que o povo não é bobo. Sei da sua boa intenção; apenas duvido de alguns maus políticos que muito provavelmente possam estar filtrando informações que só agora chegam aos seus ouvidos, através das vozes das ruas. O fato da senhora agora dizer que vai importar médicos estrangeiros nos mostra claramente a deficiência educacional do Brasil, que não subsidia a educação para os mais pobres e, por isso mesmo, anos a fio, andamos perdendo a nossa juventude que , por falta de opção, transformou-se nos marginais que ora dilapidam o patrimônio público e, muitas das vezes, tornam-se ladrões e assassinos. O Brasil não pode mais ser um país onde poucos privilegiados vivem como se fosse no primeiro mundo, enquanto a maioria rala pra apenas sobreviver com baixos salários e uma inflação crescente até o final do mês.

Sinceramente, presidenta Dilma, torço para que a senhora não tão somente consiga ouvir bem as ruas, bem como consiga botar em prática uma política sem corrupção e que beneficie todos os brasileiros e não , tão somente, uma meia dúzia de privilegiados.

terça-feira, 23 de abril de 2013

NOVO LIVRO A CAMINHO!

Terminei de escrever o livro que será lançado na próxima Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.
Baseado no quadro "Uma Palavra Amiga", ele trará a seleção dos melhores casos apresentados pelos ouvintes e as opiniões dadas a respeito de cada um deles.
Como sempre digo, opinião não é conselho, até porque opinião pode, ou não, ser aceita pelo ouvinte.
De qualquer forma, em caso de não aceita, ele já sabe qual o caminho que não deve tomar.
No entanto, a julgar pelos milhares de e-mails recebidos nos últimos dez anos, o quadro "Uma Palavra Amiga" tem sido
de grande valia para os  ouvintes.
Exatamente por causa disso que me animei a escrever esse livro, na esperança de ajudar as pessoas.