segunda-feira, 25 de julho de 2011

O jornalismo brasileiro deve muito a Rogério Marinho

Apenas uma vez estive pessoalmente com o Dr. Rogério Marinho e com ele conversei, apresentado pelo saudoso publicitário, Ney Machado.
Mas a prosa foi tão boa que fiquei com uma belíssima impressão dele, mesmo tantos anos depois.
À época,ainda não inaginava que anos depois iria trabalhar no Sistema Globo de Rádio.
O tempo andou, fiquei por lá muitos anos e segui caminho pelas emissoras da vida...
Mas,ficou viva na minha memória do senhor fidalgo que dispensou toda a sua atenção a uma quase garoto de apenas 22 anos de idade.
Hoje, soube de sua morte e me vi de repente rezando por sua alma.
E foi inevitável pensar como é importante a primeira impressão que alguém deixa.
Depois daquela época, jamais estive com ele mas devo-lhes confessar que senti sua morte como se fosse de um grande amigo.
Perdemos um amante da natureza e , sobretudo, um irmão que se humildou diante do gênio empreendedor de Roberto Marinho e dele foi seu parceiro em todas as suas lutas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O choro é livre!

Pena que as meninas do Brasil não tenham conseguido passar pelos Estados Unidos na Copa do Mundo do futebol feminino, perdendo nos penaltyes.
Como diz um personagem da TV ; "é osso"!
Olha que esse time feminino mostrou muito mas entrosamento e técnico do que a nossa seleção masculina que até agora tão somente pagou mico na Copa América.
E, sinceramente, o mundo merecia continuar a ver a Marta jogar. Disparada, a melhor jogadora do mundo!

domingo, 3 de julho de 2011

O rádio de sempre...

O rádio não está mais fraco; os tempos é que mudaram!
Pelo menos é o que percebo desde 1971 quando comecei no rádio do Rio de Janeiro na rádio Continental, ainda na rua Riachuelo.
De lá pra cá, até os anos 80 tínhamos (sempre!) a Tupi e a Globo como as duas primeiras, seguidas pelas musicais Tamoio e Mundial e mais ao longe a Nacional e já nos anos oitenta, a Manchete Am.
Mas, desde essa época, as duas primeiras colocadas são as mesmas que disputam os primeiros lugares até hoje: Tupi e Globo. Só que àquela época a liderança era da Globo seguida pela Tupi e hoje, inverteu.
Nos anos 90, com o aparecimento da CBN criou-se um fato novo: uma rádio só de notícias (transformada emrede depois) mas que nunca ameaçou a audiência das primeiras colocadas, as chamadas rádios populares.
Assim sendo, respeito mas discordo quando dizem que o rádio de hoje está mais fraco.
Não.
O rádio mudou para enfrentar outras mídias que hoje se apresentam com intensidade na web, nas emissoras comunitárias (clandestinas ou não) e até nos celulares além das tvs que de manhã, quase fazem uma programação radiofônica. Claro que a Mundial e a Tamoio, da forma que eram, não são mais.
Nem podiam concorrer com a limpidez de som do rádio FM.
De resto, nunca se ouviu tanto AM no Rio como agora: as pesquisas comprovam, mesmo estando o Rio na contramão da história, uma vez que nas demais capitais as AMS perdem cada vez mais em audiência para as FMS.
Por um simples motivo : o melhor som! O mesmo melhor som que fez com que Tupi, primeiro, e Globo, depois, também anexassem o FM;
Evidente que durante todos os tempos tivemos radialistas emblemáticos e competentes que á época eram os primeiros.
Assim tivemos Ary Barroso, Paulo Gracindo, Almirante, Paulo Roberto e tantos outros. Quando estes passaram também diziam : o rádio está mais fraco. Foi a fase de transição que fez surgir um Haroldo de Andrade, Aureo Ameno, Hélio Tys, Waldyr Vieira e tantos outros.
Agora, depois que alguns destes já se foram, fala-se a mesma coisa e , como disse, respeito o pensamento mas discordo.
Nunca tivemos tantas emissoras de rádio.
Mesmo sendo verdade que os grandes salários diminuiram, por outro lado, nunca o rádio empregou tanto, aumentando um pouco à média salarial da maioria, apesar de ainda baixa.
Surgiram os planos de saúde, os tickets de alimentação e a partir dos anos 70, a regulamentação das profissões de radialistas e jornalistas.
O rádio mudou, sim.
Mas está muito mais ágil com o advento da internet e tem sim, mesmo entre os mais novos, excelentes profissionais que a hora certa aparecerão e serão os continuadores dos talentos de hoje.
Tenho 65 anos, 49 anos de rádio mas, por favor, não me chamem de saudosista. Jamais acreditei que o rádio passaria , aliás, o dia em que pensar assim, serei eu que estarei fora do rádio...

sábado, 2 de julho de 2011

O Brasil está de luto por um grande homem...eu, por um amigo


Hoje, Juiz de Fora perdeu um grande homem! E o Brasil também: Itamar Franco que eu conheci na minha juventude , eu com 18 anos e Itamar com 34 lá em Juiz de Fora. Naquela época, eu era um jovem apresentador da TV Industrial que ficava no alto do Morro do Cristo e Itamar um jovem engenheiro que nela tinha um programa: "Arquitetura Moderna". Por vezes, Itamar me dava carona para descer à cidade, já que a TV Ficava lá em cima. Durante essas caronas foi que pude conhecê-lo um pouco melhor e depois, eu e meu irmão mais velho, fomos seus correligionários na primeira campanha que o levou à prefeitura de Juiz de Fora. Foi-se Itamar Augusto Cautieiro Franco, Um grande brasileiro! Desses que não esquecerei jamais. A bem da verdade, nem o Brasil deverá esquecer.