domingo, 4 de outubro de 2009

O que as olimpíadas podem dar ao carioca comum

Além de milhares de empregos, Jogos serão chance de negócio para microempresários,
A Olimpíada de 2016 vai trazer dinheiro para o bolso do carioca. O Rio ganhou a chance de realizar o maior evento esportivo do mundo, mas quem mora por aqui pode comemorar os lucros que virão com a vitória. Estudo elaborado pelo Ministério dos Esportes estima que sejam criados 120 mil empregos na fase preparatória e outros 130 mil por ano durante a década seguinte. Os investimentos podem chegar a R$ 25,6 bilhões.
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Os pequenos negócios, que movimentam um terço da economia no estado, podem chegar a 50% do total com a abertura de novas empresas nos setores de turismo e entretenimento. Construção civil e outras 56 áreas serão beneficiadas pelo impulso, mas especialistas apostam que o principal legado serão profissionais mais capacitados.Abrir um negócio, arranjar novo emprego e transformar a própria casa em fonte de renda está na lista de quem quer faturar. A organização dos Jogos dá ao Rio atestado de quem tem condições de receber bem os turistas, o que deve atraí-los mesmo antes das provas. Empresas ligadas ao turismo, cultura e entretenimento vão se fortalecer.
É esperado ‘boom’ do setor de esportes, com crescimento de clubes, academias, empresas de material esportivo e brindes. “Isso começa desde agora. Em breve, vão aumentar as ofertas de cursos de capacitação”, adianta Sergio Malta, superintendente do Sebrae/RJ.Cursos de idioma são o primeiro passo para quem procura oportunidades com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos. “Ter noções de inglês e espanhol é o ponto de partida para quem vai trabalhar com turismo. Saber o básico para se comunicar já qualifica para boa parte dos postos de trabalho”, arrisca Paulo Senise, do Rio Convention Bureau. Ele lembra que a competição inclui o Rio no roteiro turístico internacional. “Toda essa demanda vira negócio e empregos que continuam depois das disputas”, acrescenta.
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Erinaldo dos Santos e José Roberto Camilo, mensageiros no Hotel Guanabara, no Centro, aprovam o inglês instrumental. “Dá para conversar bem com os hóspedes. Acho que a Olimpíada vai trazer mais divisas para o nosso País”, opina Erinaldo.Dono da rede de cursos Iázigi, Alexandre Gambiarasio conta que oferecerá turmas de inglês instrumental em 2010. O formato, mais rápido e barato, ensina a falar e entender o básico no idioma e é usado no comércio. “O curso instrumental dá as ferramentas para fazer um bom atendimento a turistas”, garante.Para Deise Montanarin, técnica do Senac, a preparação deve começar pelo planejamento. “Para quem vai abrir empresa ou quer trabalhar nas Olimpíadas, é bom tirar partido da antecedência para estudar. Um bom curso de gestão pode ensinar a conhecer o mercado e o público-alvo para a empresa não abrir só dois dias antes e funcionar até dois dias depois dos Jogos”, afirma. Além do Senac, o Sebrae/RJ pretende abrir novos cursos voltados para empreendedores.O Réveillon e o Carnaval entrarão no clima e lembrarão a Copa de 2014 e as Olimpíadas. “O Rio é oficialmente a capital dos esportes do mundo”, anunciou o secretário de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.
Passagem do metrô pode ficar mais barata
O impacto da escolha do Comitê Olímpico Internacional não para na economia. O governo também vai turbinar a infraestrutura e gerar empregos. A Metrô Rio espera que o governo desate os nós que atrasam a expansão para a Zona Oeste para dobrar sua capacidade até 2012. “O governo precisa equacionar alguns pontos para seguirmos com a preparação. A demanda vai aumentar muito e a tarifa pode até cair”, avalia o diretor Joubert Flores. Já a Barcas S/A revela que está negociando com o governo estadual. As estações serão redesenhadas e as barcas darão lugar a catamarãs. “É preciso fazer uma mudança significativa no sistema e na operação do serviço”, disse Hugo Quiroga, gerente-geral de operações da concessionária.

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