terça-feira, 23 de abril de 2013

NOVO LIVRO A CAMINHO!

Terminei de escrever o livro que será lançado na próxima Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.
Baseado no quadro "Uma Palavra Amiga", ele trará a seleção dos melhores casos apresentados pelos ouvintes e as opiniões dadas a respeito de cada um deles.
Como sempre digo, opinião não é conselho, até porque opinião pode, ou não, ser aceita pelo ouvinte.
De qualquer forma, em caso de não aceita, ele já sabe qual o caminho que não deve tomar.
No entanto, a julgar pelos milhares de e-mails recebidos nos últimos dez anos, o quadro "Uma Palavra Amiga" tem sido
de grande valia para os  ouvintes.
Exatamente por causa disso que me animei a escrever esse livro, na esperança de ajudar as pessoas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Vai ganhar isso tudo?!!!"...

Alguém ligada à TV ficou surpresa ao saber de que determinado radialista iria ganhar um salário muito muito acima da média e deixou seu pensamento sair : "Curioso isso, afinal, rádio é só voz bonita...não tem imagem"! Não sabia ela , porque jamais ouvinte de rádio, que de quatro anos pra cá, ainda que longe da forma ideal, as grandes rádios vêm tendo imagem nos computadores, como é o caso da Tupi 
que possui 4 câmeras HD. Mas, ela não sabia. E seu raciocínio de recém saída da faculdade imaginou que a televisão é quem paga mais e o rádio, coitado, é quem oaga menos. E de repente "na lata" descobriu a ponta de um iceberg de uns 10% de profissionais que ganham muito acima da média. Ora, isso existe em todas as profissões, o que não quer dizer que, na média, o rádio pague mais do que a TV e esta tenha, sim, os maiores salários. De fato, o que está ocorrendo é que o rádio se adapta aos novos tempos quando a emissora é grande. Ser grande significa fazer o rádio falado, de interesse da comunidade, de entretenimento e jornalístico ao mesmo tempo, falando a linguagem do povo. Essas grandes rádios do tipo Tupi, Globo, Itatiaia, RBS, entre outras, se beneficiaram com o talento dos melhores profissionais e, por isso, estão aí. As demais, bonitas mas demasiado musicais, colheram e ainda colhem apenas as suas identidades musicais, o que é bom, mas é pouco para torná-las grandes emissoras. Por elas (a maioria das emissoras!), com certeza, passaram grandes profissionais que, infelizmente, mercê do salário pequeno e da ausência de estabilidade, acabaram saindo da profissão. Uma pena! Com certeza, existem emissoras menores que fazem um trabalho admirável mas que sossobram à curta receita comercial. Todavia, na grande rádio de hoje, não há lugar mais para o amadorismo. Alguns hão de dizer 'não gosto de fulano...de beltrano...de você!". Paciência. O público é assim mesmo e tem todo o direito de opinar. Mas isso não muda o fato de que no rádio de hoje, preferencialmente, ainda cabe a voz bonita, mas não elimina aqueles que, ainda com menos voz, deixam sobressair a inteligência. Vale dizer: o rádio de hoje nas grandes rádios, prioriza o saber. Caso você tenha uma voz bonita, melhor. Mas lembre-se que esta voz, bonita ou mais ou menos, terá de vir acompanhada de inteligência e cultura em favor do ouvinte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hoje é o dia dos radialistas!


 Como todo "dia de...", o objetivo é o de homenagear a classe que luta pelo desenvolvimento dessa profissão que um dia eu vi nascer, uma vez que nela estou desde os tempos em que não havia registro no Ministério do Trabalho.
Naquela época se dizia " Viu? Quem mandou você não estudar?"...e, ainda hoje, infelizmente, alguns ingênuos e desinformados, dizem a mesma coisa.
Enganam-se!
É preciso muito estudo para ser radialista "pra valer" e permanecer na profissão. Verdade que pode ser apenas o estudo profissionalizante mas também é fato de que não se deve dispensar o estudo de nível superior. Tempos atrás, bastava ter voz bonita, ter algum carisma e saber anunciar músicas em inglês. Nos dias de hoje, tudo isso se faz necessário, mas se o radialista quer ser comunicador de uma rádio de ponta, só isso, não basta! Tem de ter informação, não parar no tempo na base do " eu fui isso...fui aquilo", estudar muito, e perceber que a cada dia se aprende mais! "Fui "primeiro lugar" não quer dizer "sou primeiro lugar" e nem o fato de sê-lo hoje, significa que o será para sempre...Foi-se o tempo em que o radialista vivia da sua vaidade e falava consigo mesmo " ..como me admiram! Como eu sou querido!". Hoje, isso é pura perda de tempo! Com certeza, ele será querido por alguns, mas terá de perceber que assim é com todo mundo, em qualquer lugar. Para conquistar a audiência, todavia, tem de saber que não será essa "bem querência" que o fará líder. Não. A liderança vem através da qualidade da informação e também do entretenimento.
Vem através da humildade de saber que disputamos um campeonato que não tem taça e nem volta olímpica e que tal campeonato é aferido mês a mês pela pesquisa de audiência!
A liderança só pode ser mantida se entendermos que sempre haverá uma concorrência de valor e  que podemos perdê-la a qualquer momento; e por isso, sempre teremos de ter "um olho no retrovisor". O ouvinte está cada vez mais exigente e quem disser que o rádio não precisa de estudo, vai parar no tempo e muito provávelmente, perder o emprego.
Viva o dia do radialista! Vivam todos os ouvintes do rádio, razão de ser da existência de todos os radialistas!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Visita ao Chile nas férias...

Foi muito boa a minha estada no país irmão e, sobretudo, fiquei impressionado com a gentileza dos chilenos para com os turistas. Santiago do Chile é uma linda cidade, muito limpa, extremamente segura e, penso que, como não tem praia, os chilenos se dedicam a ornamentar a sua capital. Assim é que as praças e monumentos são "muy lindos".
Por outro lado, o metrô de Santiago, além de ter lindas estações, cada uma decorada com um tema específico, nos reservava uma surpresa. Todo subterrâneo e com muitas linhas ( mais do que o Rio de Janeiro!), seus trens rodam sobre rodas de Pneus com borracha maciça e são presos aos trilhos por rodas horizontais de ferro que não deixam as composições descarrilarem. Um show de conforto, pontualidade e velocidade!
Além de um povo muito educado, pra não dizer que tudo é de entusiasmar, a nota dissonante fica pelo fato de que tudo fecha às dez horas da noite. Ou seja, barzinho só até esse hora!
Outra nota que desafina: Embora o dinheiro deles quase não tenha valor diante do nosso, a vida no Chile é muito mais cara do que no Brasil, ou seja, um almoço executivo bem simples que por aqui fica nuns 20 reais, lá, no barato, não sai por menos do que 7.000 pesos, sem o refrigerante (quase 40 reais!). Nas lojas, lá chamadas de "tiendas", além de serem raros os "souvenirs", uma camiseta dificilmente sai por menos de 19 mil pesos! 
O povo é muito ordeiro e elegante; mas o estudantes "desceram o barraco" num dia desses por causa das condições de estudo e o "pau quebrou" com polícia mandando pipas de água em cima da estudantada e também bombas de gás lacrimogêneo. Sobrou um pouco desse gás quando descemos na estação do metrô e saímos a boca sêca e os olhos marejando. Teve também um terremoto de 5 ponto qualquer coisa que balançou Santiago ( mas não teve vítimas) e só não bos assustou porque estávamos no "Valle Nevado", muito distante de lá.
Foi uma comoção entre os chilenos a derrota da seleção deles por 3 a 1, diante do Equador.
No geral, a comida deles é meio decepcionante e sem tempero.
Fomos também a Valparaiso e a Viña del Mar que é a praia mais badalade deles. Bonita, mas qualquer praia do Rio é muito melhor, principalmente pelos barzinhos e restaurantes que lá, quase inexistem na orla. Mas, descalços, botamos os pés no pacífico. O ponto alto da viagem foi a ida ao cume do "Valle Nevado" que fica a 3 mil metros de altura na Cordilheira dos Andes e tem a mais badalada estação de Sky das Américas. A vista é deslumbrante e a subida é muito perigosa devido às curvas da estrada que são muito estreitas. Mas, valeu a pena! "Viva Chile" e seu povo bonito, ordeiro e muito atencioso com os turistas brasileiros!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

No Rio, a modernidade do rádio!


  1. Com certeza, não houve diminuição de audiência do rádio no Rio e, sim, a multiplicação de emissoras (por todo o país, também!) e a cosequente divisão da audiência. Um exemplo disso se dá no Rio de Janeiro: Nos anos 70, tínhamos as seguintes emissoras de expressão: tupi, Globo, Eldorado, Mundial, Tamoio, Nacional, Continental e uma única fm: a tupi que era básicamente música de elevador, já que o p...
    ublico não dispunha de receptores FM. Hoje, por baixo e sem contar com as rádios "piratas", temos mais trinta emissoras! É claro que houve uma pulverização da audiência, notadamente entre as rádios menores, mas não com relação à dupla TUPI, GLOBO. Essas duas emissoras juntas, detém mais de 80% de audiência do AM e em FMs, TUPI E FM O DIA, somadas, obtém quase 50% do mercado. No interior e demai capitais, observa-se a mesma multiplicação de prefixos e pode, no entanto, m determinados lugares, apontar para a queda de audiência. Muito mais pela falta de criatividade do que pela queda de audiência do rádio como um todo. Uma coisa é certa: o rádio AM, este tende a ter cada vez menos audiência. Mas não estou falando do tipo de programação e, sim, da frequência. Esta pede audiência por causa da melhor qualidade de som dos FMs e diante de modernidade dos computadores,I pods, I pads e celulares. Recentemente comentou-se aqui que "a web seria uma realidade distante". Não é! Emissoras como a Tupi ( Que dentro de um ano em novo endereço terá o mais completo estúdio multimidia do Brasil que já está sendo construido em novo prédio!), a Globo, a Band News e Cbn já saíram na frente com as imagens radiofônicas em HD ( Hi definition). O presente do rádio é e será cada vez mais multimídia. A tal ponto que no máximo em dez anos, aponsentar-se-á o receptor (aparelho de rádio) da forma que o conhecemos em troca de um aparelho multimídia cada vez menor e com multíplas funções. Vão ficar cada vez mais obsoletas as dispendiosas torres de transmissão porque, com o fácil acesso proporcionado por PCs e satélites, não haverá necessidade mais delas. Por isso mesmo que a pioneira rádio Tupi foi a primeira a acrescer o FM ( Hoje, com mais audiência do que a sua AM e mais audiência do que a Globo AM). Vale dizer que os donos de emissoras AM têm de torcer pelo aparecimento do rádio digital ou mesmo pela idéia de alguns que seja possível (Não sei!)de uma forma subsidiada, a transformação das AMs em FMs. Quanto a Tupi do Rio, posso afirmar que da última vez que nela entrei (faz 16 anos!), nas transimissões esportivas, por exemplo, ela perdia de muito para a rádio Globo. Hoje, e já há três anos, quem perde de muito é a rádio Globo. Na programação tal história se repete! Repito: nunca a Tupi teve tantos programas líderes e com tanta audiência. Claro que essa audiência , ainda que lider, oscila para mais ou para menos. Mas o rádio do Rio está cada vêz mais ouvido. Na Tupi, mensalmente temos reunião de IBOPE com a direção e por isso mesmo, estamos sempre atualizados com relação ao que acontece com os números do rádio do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ninguém perde craques como o Alan, Diego Souza, Fagner e o Romulo impunemente. E foi isso que essa diretoria do senhor Roberto Dinamite fez: Em troca de dinheiro, desmontou um time que tinha todas as chances de ser campeão brasileiro no meio do campeonato. O resultado disso estamos vendo! Enxertaram o time com o Auremir e o Barbio que vivem "batendo cabeça" nas laterais e quando o Juninho não joga
( sempre ele!), vira um "Deus nos acuda"! Três derrtotas consecutivas, sendo a última, para o Grêmio, a mais patética, afinal, durante todo o primeiro tempo, o Vasco não deu um chute ao gol! Depois, alguns torcedores, irritados, botam a culpa no técnico Cristóvão Borges ou no centro-avante Alecssandro. Ora, a culpa é da diretoria. Cristóvão não pode fazer milagre e o Alecssandro não pode fazer gol se a bola não chega nele. Esteve deprimente o meio de campo do Vasco, sem nenhuma qualidade. O Felipe, que seguramente é um craque, não jogou absolutamente nada. Fazer o quê? Tenho pena do Fernando Prass e do Dedé e, por que não dizer, da defesa inteira que só fica rebatendo bola porque o meio de campo não dá conta do recado! Muito pouco pra quem, apesar dos pesares, ainda está em quarto lugar e sonha com um título cada vez mais distante...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Em favor do aparecimento de novos e talentosos comunicadores, uma emissora musical deveria tocar, no máximo, cinco músicas por hora e dar nome a cada programa. Explico: Todos somos a favor das boas músicas , mas quando uma emissora toca de 10 a doze músicas por hora, ela valoriza a sua programação, talvez, mas não dá oportunidade para o locutor se transformar em comunicador, ou seja, uma atração. E aí, o que acontece é o que cansei de ver ao longo da minha carreira: vozes lindas, grandes locutores (potencialmente "comunicadores") e que se perderam ao longo do caminho porque suas emissoras priorizaram tão somente a música, esquecendo-se ( talvez, propositadamente!) que o rádio deveria ser do radialista...
Acesse o site da Rádio Tupi AM e FM